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Mais 100 candidatos reprovados questionam exame psicológico

Mais 100 candidatos reprovados na etapa de avaliação psicológica realizada após terem passado por todas as provas anteriores do concurso da Prefeitura de Sorocaba, protocolaram ontem no Fórum, representação na qual questionam os critérios e pedem anulação do exame. Na segunda-feira, um grupo encaminhou o mesmo procedimento ao Ministério sob a justificativa de que o edital do processo apresentaria ilegalidades.
A Apeoesp também interveio na questão e realiza na próxima sexta-feira, a partir das 13h15, em sua sede, à rua Maranhão, nº 130, reunião para definir o encaminhamento de ação judicial com o mesmo objetivo.Por meio da nota, a Secretaria de Gestão de Pessoas do Município (Segep), informou que “está tranqüila em relação ao episódio, pois todas as cautelas foram tomadas durante o andamento do concurso”. Já a Vunesp, contratada para realizar o procedimento, comunicou que o concurso ainda não foi concluído e que avalia os recursos apresentados.
O comunicado da Segep acrescenta que “há uma autorização legal para a realização da avaliação psicológica como fase do concurso público (Lei Municipal nº 9.573/11)”. “Todos os critérios estavam previstos no edital, assim como os pré-requisitos de cada cargo, como capacidade de liderança, equilíbrio emocional, capacidade de organização e planejamento, comunicação sociabilidade, e cooperação, entre outros. A Segep prestará os esclarecimentos necessários ao Ministério Público caso seja provocada.
Ainda conforme a Secretaria, o promotor Orlando Bastos Filho, com quem os manifestantes tentaram conversar na segunda-feira, teria determinado o arquivamento de representação formulada por uma concursada, manifestando-se pela legalidade da avaliação psicológica”.
A confusão que envolve o concurso realizado pelo município começou depois que o resultado das provas aplicadas saiu no jornal do município. Quase mil candidatos que se submeteram aos testes de avaliação psicológica foram considerados inaptos para exercer a função. Os reprovados estranham que tantas pessoas tenham sido reprovadas, depois de terem apresentado bom desempenho nas fases anteriores do processo.
Eles também relataram situações que demandariam investigação mais apurada, como a de uma candidata que fez a prova para dois cargos e foi considerada apta num e inapta noutro. Outra ocorrência apontada diz respeito a um ex-servidor público da secretaria da educação que, exonerado por possuir condenação criminal, ainda assim conseguiu aprovação. Os interessantes em participar da reunião na Apeoesp podem obter informações pelo e-mail Sorocaba@apeoespsub.org.br, ou pelos telefones (15) 3202-5302 ou (15) 3202-5359.

FONTE: Jornal Cruzeiro do Sul, 23 de Maio de 2012, página A/6.

3 Respostas to " Mais 100 candidatos reprovados questionam exame psicológico "

  1. Mary disse:

    Gostaria de acrescentar àqueles que foram devidamente considerados APTOS, que não existe uma reinvindicação aos sujeitos, mas sim, a avaliação psicológica estapafurdia e ilegal e que solicitamos o cancelamento da mesma e não da prova toda! Se há professores ligados a ASPAMS, APEOESP seja o que for, não devemos considerar as questões tão pessoais, até porque é muito facil julgar qdo se está do lado de fora…

  2. Luis silva disse:

    espero que a APEOSP reflita sobre ambos os lados, os que não passaram, e os que passaram na avaliação psicologica pois muitos contribuintes do sindicato estão também nesta lista dos que foram aprovados e não desejam o cancelamento. O exame está plenamente de acordo com o edital, não houve irregularidade alguma.

    • Gisele disse:

      Luis Silva
      Obviamente os canditatos aprovados nos testes querem a validação. Isso melhorou consideravelmente a classificação deles na prova. Tem uma professora que passou em 1º lugar e foi considerada inapta.
      Fiz o concurso para o cargo de Auxiliar de Educação e também fui barrada na avaliação junto com 70% dos candidatos classificados. Achei a forma da aplicação dos exames injusta e tenho consiência que possuo todos os requisitos para assumir o cargo. Infelismente os auxiliares não estão se unindo como os professores e só nos resta lamentar ter se classificado muito bem em um concurso público e ver a vaga sendo assumida por um candidato que obteu classificação bem inferior mas conseguiu passar por essa vergonhosa avaliação, tão subjetiva e injusta.
      Se continuar assim vai faltar mão de obra na área da Educação em Sorocaba.

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